Nome: Metrô 2033
O livro é futurista e tem bastante ficção, mas depois de terminá-lo, percebi que talvez o objetivo do livro não seja a ação, a aventura e a ficção, mas algo mais importante e mais ligado a valores. Durante todo o livro o autor retoma alguns acontecimentos históricos e faz com que estes resurjam no metrô de Moscou, onde se passa a história.
Ele conta a aventura de Artyom pelo metrô de Moscou e por um mundo devastado, após uma terceira guerra mundial. A viagem começa logo depois da visita de Hunter, um amigo do padrasto de Artyom, que teme que os demônios (maneira como eles chamam a nova forma de vida que agora habita a superfície) invadam o metro e matem a todos.
Artyom passa apenas algumas semanas fora de sua estação, mas suas aventuras parecem levar anos, algo que me fascinou no livro. Em cada estação que ele passa, topa com novas formas de pensar, de agir, e sempre encontra algum amigo, e por causa deste passa sempre por alguma espécie de guerra, ou luta entre uma estação e outra. Quase é morto algumas vezes, mas por algum acaso do destino, como o próprio personagem diz, ele é salvo.
Cada vez que Artyom encontra novas pessoas e crenças, reflete sobre aquilo, e ao final de sua viagem não sabe mais o que pensar. E este acho que é o ponto do autor. Quando vemos vários pontos de vista e não temos nenhum formado, começamos a nos perguntar qual esta certo. O autor consegue fazer isso conosco, enquanto percorremos junto com Artyom as várias estações, passamos por aventuras, e tentamos desvendar mistérios.
Há muita ação, mistério, suspense, ficção, história, e no meio de tudo isso, reflexão, sem que esta transforme o livro que é classificado como aventura, em um livro de auto-ajuda. *risos* Vale bastante a pena, mas não esperem um final só de ação, pois iram se decepcionar, mas apesar de eu não ter gostado do final, ele não estragou o livro pra mim, vamos ver o que vocês acham.
Boa Leitura!